É comum encontramos nas lojas especializadas, ciclistas novatos à procura da sua primeira bicicleta, perdidos no meio de tantas opções e sem a mínima ideia de como usar seu dinheiro da melhor forma possível. Alguns esperam gastar pouco, outros muito, e outros não fazem a menor ideia do quanto custa uma ou de que tipo de bike precisam ou querem. Leiam então esse guia de compras com os 10 Mandamentos do Comprador:

1. Escolha sensata

Se você está entrando sério no negócio, procure sua bike em uma loja especializada. Supermercados e lojas de departamento raramente possuem pessoal com conhecimento específico em bikes, equipamentos ou mecânica, e acredite, isso faz MUITA diferença. Vale a pena investir nisso se você quer usar a bike para fins esportivos.

2. Qual loja ?

Em praticamente toda cidade há pelo menos uma loja especializada (se não houver uma na sua, procure na cidade mais próxima…). Mas como escolher a melhor para você ?

Entrar na loja errada, com dinheiro para gastar e nenhum conhecimento aumentam as chances de você comprar uma bike que a loja quer se livrar ao invés da que você precisa. Por isso, o ideal é se informar um pouco com a galera do pedal local sobre as lojas da região – quais são as melhores, e por quê. O melhor visual, locação ou os “preços mais baratos” nem sempre são o melhor indicativo de bons serviços. Procure uma loja com atendentes que pedalam, que sejam solícitos e receptivos mas também informados, de preferência que sejam eles próprios bikers.

A loja oferece mecânica qualificada, oficina organizada, boa variedade de componentes, garantias? Que nos desculpem as “bocas”, mas a concorrência só traz benefícios para os clientes – e qualidade, paixão pelo esporte, capricho e organização são mais importantes do que preços baixos… Pesquise bastante e não se arrependa!

3. Informação é poder!

Da mesma forma, vale a pena se informar um pouco sobre bikes, equipamentos e afins antes de “ir pro abraço”. Isso também ajuda a evitar enganos das duas partes (o vendedor e você). Existem também inúmeras “pegadinhas”, as bikes têm centenas de componentes e as gírias e jargões usados também não são poucos. Informação é poder e você deve ao menos ter uma idéia do tipo e nível de bike que você quer.

Isso reduz as chances de você gastar mais do que precisa ou o contrário – terminar com uma bike que não se presta ao uso que você quer dar! Procure um clube de ciclismo, colegas que já pedalem, etc. Nas lojas, não se acanhe nem tenha medo de passar por ignorante: quando tiver dúvidas, pergunte mesmo!

4. Equipamentos indispensáveis

Se você está realmente começando, não se esqueça de considerar, além do valor da bike, o custo dos acessórios que você vai precisar. Alguns são indispensáveis, como o capacete. Pode ser que você pechinche e acabe ganhando, além de um desconto, um suporte e caramanhola instalados na bike. Mas e que tal um capacete (nem pense em não usar!), luvas, uma bermuda, uma bomba e câmaras extras, e um kit de ferramentas e remendos para emergências ? Isso é o básico. Não precisa ser tudo do bom e do melhor, mas ainda assim vai custar alguma coisa e portanto deve entrar nas contas de uma bike nova.

5. Aqui ou lá fora ?

Hoje em dia, com a internet e as facilidades de se comprar no exterior, fica sempre a pergunta: “compro aqui ou trago de fora ?”. Existem vários argumentos e motivos para comprar sua bike em uma loja especializada por aqui: serviço personalizado, garantias, montagem especializada são apenas alguns mais óbvios. A não ser que você saiba bem o que quer e esteja viajando e queira aproveitar a ocasião, é sempre aconselhável dar preferência para as lojas locais.

Se você considerar que é preciso incluir o preço da montagem, as taxas e o transporte, pode descobrir que sai quase empatado em termos de valor – com a comodidade de saber que a garantia é certa e os riscos são menores. Além disso, um bom relacionamento com a “galera” pode começar na hora da compra!

6. Descontos

Cada loja tem um limite para oferecer descontos numa bike, mas geralmente essa margem não é muito grande. Pode-se conseguir descontos melhores em equipamentos e serviços, sobretudo na hora da compra, ou ainda uma condição de pagamento mais “elástica”, mas o mercado de bikes, especificamente na faixa das bikes básicas e intermediárias (que são as faixas mais competitivas) trabalha com margens menores.

Bikes top, mais caras, podem ter maior margem, e o desconto pode ser maior também em bikes e modelos de anos anteriores ou fora de catálogo. Procure por promoções específicas de alguma marca, ou pechinche nos acessórios e serviços, usando o bom senso e a oportunidade. Não subestime seu poder de compra, mas não espere superdescontos!

7. O que importa é a qualidade do serviço

Algumas lojas oferecem serviços diversos para atrair o cliente: de check-ups e lavagens grátis a serviços de busca-e-entrega (delivery). Mas o que importa mesmo é a qualidade do atendimento e sobre tudo da mecânica da loja. O vendedor quer apenas empurrar uma bike X ou Y ? Não tem paciência para explicar como funciona A ou B ? Se recusa ou não sabe como justar corretamente a bike ou algum acessório ? Não importa se a loja é bonita e cheia de produtos e cartazes, se o atendimento for ruim, as chances de você ficar na mão e ter problemas quando precisar de alguma ajuda, são grandes. Da mesma forma, lojas onde os atendentes e mecânicos são bikers (não-esnobes, é claro) tendem a ser mais camaradas e quem ganha com isso é você. Valorize seu dinheiro!

8. 1,2,3…testando!

Algumas lojas permitem que você dê uma voltinha no quarteirão, o que pode ser pouco para ter uma boa idéia do comportamento da bike, mas serve para dar um “feeling”, sobretudo quando se está comparando bikes – ainda mais bikes com suspensão. Esse pequeno rolê pode ser ainda mais importante se a bike for usada, pois “maquiagens” e gambiarras podem ser detectadas nesse momento. Se algum amigo tiver um modelo igual ou parecido com o que você quer, peça emprestado para fazer um teste. Nenhum esforço é demais se for para você comprar a bike ideal para suas necessidades e seu gosto.

9. Bikes usadas: bom negócio ?

Às vezes comprar uma bike usada pode ser um bom negócio. Se a bike estiver em uma loja, pode estar em consignação ou ser da própria loja (se entrou como parte de pagamento por outra magrela, por exemplo), e provavelmente sofreu alguma revisão ou ajuste que a deixou em ordem. O preço pode compensar, mas a análise detalhada do estado dos componentes (muito importante) e do quadro (muitíssimo importante!) é fundamental nesses casos. Se possível, deve ser feita por algum amigo ou mecânico de confiança, alguém que entenda bem do assunto e possa dar um parecer sem maiores interesses. Lembre-se também que se o negócio parecer bom demais para ser verdade, pode ser mesmo (leia: “pegadinha”). Caso contrário, invista numa bike nova que o retorno é certo.

10. Você no comando

O mais importante de tudo é se sentir confortável com sua escolha. Não se sinta pressionado a decidir na hora, nem embaraçado por pedir informações que você julga necessárias para sua decisão (ninguém tem a obrigação de saber absolutamente tudo sobre bicicletas, nem mesmo o vendedor!). Lembre-se que por mais interessado que você esteja em comprar uma bike, quem manda é você, o cliente.

By | 2019-10-08T11:24:08+00:00 setembro 25th, 2015|Sem categoria|0 Comments

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